sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

As diferenças culturais do natal

Que o natal é uma festa global, isso é óbvio. Contudo, a cultura de celebração dessa festa não é a mesma em todo mundo. Em cada canto do globo, determinados costumes e tradições marcam a ocasião. Certas peculiaridades culturais delineiam diferentes maneiras de se encarar o natal. Isso fica ainda mais evidente quando culturas entram em choque. Ou seja, por exemplo, quando uma pessoa passa o natal longe de seu país de origem, em conflito de tradições. É tudo muito diferente daquilo que estava acostumada a ver.

Olivier Berthoud é suíço, mas mora com a família há alguns anos em Cuba. Ele trabalha numa empresa suíça que tem uma sede na ilha. No natal, a família segue a tradição suíça de enfeitar toda a casa, montar o presépio, e pegar uma árvore local para enfeitá-la. “Usamos a palmeira que é uma árvore típica da ilha, já que por aqui não existe pinheiro. A palmeira é importante pois dá sombra e abrigo do calor”, diz Olivier. Ele afirma que os cubanos não conseguem entender os motivos pelo qual sua família valoriza tanto o natal. “É momento de união, de brincarmos juntos, de decorar a casa em conjunto. Para os cubanos isso não faz sentido. Faço questão de pegar uma árvore verdadeira para colocar dentro de casa. É símbolo da vida. Para os cubanos, isso pouco importa. Pode ser a imitação de um pinheiro, feito em plástico, que está bom”, ressalta. Contudo, os cubanos não ligam muito para o natal. Até 1998, natal em Cuba não era considerado feriado. Assim, parte da tradição acabou se perdendo para a população. “O que continua forte aqui são os rituais afro-cubanos. Um prato típico saboreado nessa época é o leitão assado”, ressalta Olivier.

Já para a brasileira Lívia Carmona, que faz mestrado em Gestão Intercultural em Limoges, na França, o natal europeu tem cores e significados diferentes do Brasil. “No Brasil é verão. Aqui é totalmente oposto. É o auge do inverno”, afirma. Ela ressalta que nos países europeus a troca de presentes é um ato simbólico bastante valorizado e carregado de significados – “Aqui troca-se poucos presentes, mas a troca tem que existir. É um símbolo de amizade, união e de incorporação de algo novo para a vida, mesmo que um objeto. Esses sentidos não existem no Brasil”. Para Lívia, o natal europeu marca o momento do renascimento, da vida nova que nasce já que, depois da data, o inverno há de cessar e a primavera e o verão chegam para colorir o cotidiano das pessoas.

Se Lívia trocou o quente natal pela neve européia, o mesmo não se pode dizer para Olivier, que lamenta o natal excessivamente quente em Cuba. “É muito estranho o natal sem neve. Simplesmente parece que não é natal!”, concluí.

Só pra relembrar!

Sempre associo o Natal com o filme Esqueceram de Mim (Home Alone, EUA, 1990). Tinha 4 ou 5 anos naquela época e os encantos natalinos estavam mais do que presentes. Arrisco a dizer que esse filme é inesquecível para quem era criança no começo dos anos 90.

Cartão de Natal

Acabo de receber um cartão da ONG do Barco Escola. Aproveito a oportunidade para divulgar esse brilhante trabalho de recuperação do reservatório do Salto Grande em Americana. Estive algumas vezes na sede do projeto durante o segundo semestre para fazer um perfil do fundador da ONG. O trabalho é sério e muito bonito. Sem dúvida, FELIZ NATAL p/ o pessoal do Barco Escola!

Quem quiser saber mais entre no site: http://www.barcoescola.org.br/

Natal aumenta vendas de chocolate

Para setor, o Natal é a segunda Páscoa.


Quem procura por um presente de última hora e não sabe o que comprar, o chocolate pode ser uma boa opção. Nessa época do ano há um aumento considerável nas vendas de chocolate por se tratar de um produto de grande aceitação e com preços variados.

De acordo com ABICAB, Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Cacau, Balas e Derivados, as vendas de chocolate nessa época do ano são consideravelmente maiores, perdendo apenas para a páscoa. A entidade afirma que a média mensal de consumo de chocolate no Brasil em 2007 é de 25 mil toneladas e, em dezembro, esse número deverá subir para 30 mil. Em relação ao mesmo período do ano passado, a expectativa é de um aumento entre 15 e 20% nas vendas.

Para Érica Stephan e Silva, proprietária de uma loja que comercializa o produto, o chocolate é um presente ideal em qualquer situação. "No natal temos que dar presentes a muitas pessoas que não conhecemos muito bem e também a quem é mais próximo, então ele se torna uma boa opção por ser prático de comprar, bonito e gostoso. É difícil achar quem não goste", diz.

Nesta época, as lojas oferecem de bonecos de neve a Papai Noel de chocolate. Outras opções bastante procuradas são os panetones e as trufas.





(fotos: acessa.com)
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Confira uma matéria complementar sobre o assunto que foi exibida ontem, dia 20, na Globo:

Presente de Natal?

Livre circulação é presente para alguns e dor de cabeça para outros.

Um verdadeiro presente de natal para muitos europeus do leste e que pode representar uma grande dor de cabeça para quem é da Europa Ocidental. Assim pode ser descrita a ampliação do tratado de fronteiras que entrou em vigor a partir desta sexta-feira. Os países do antigo bloco soviético, que ingressaram na União Européia em 2004, também passam a fazer parte da área de livre circulação.

A área de livre circulação é conhecida como Espaço Schengen e começou a vigorar a partir de 1995, entre França, Alemanha, Holanda, Bélgica e Luxemburgo. Agora, também fazem parte do Espaço a Estônia, Letônia, Lituânia, Hungria, Malta, Polônia, Eslováquia, Eslovênia e República Tcheca, totalizando 24 países. Inglaterra e Irlanda não fazem parte do tratado enquanto que a Noruega e a a Islândia, que não fazem parte da UE, integram o tratado de livre circulação.

Na prática, milhões de pessoas do leste europeu poderão circular livremente entre os países que assinaram o tratado, sem precisar apresentar passaporte. Aqueles que são provenientes de outros continentes e países, também têm livre circulação se tiverem um visto de uma das nações que fazem parte do acordo.

A mudança pode ser vista como um presente de natal para os europeus do leste que agora têm bandeira branca para circularem entre os países da Europa Ocidental. Já, para os europeus ocidentais, a medida pode incentivar ainda mais a fobia e estabelecer rivalidades entre leste e oeste.

É ver para crer. Coisa que só o tempo vai dizer.

(foto: Balint Porneczi/AFP)

Curiosidades sobre Papai Noel

Ao ler as principais manchetes do dia na internet, encontrei uma resenha bastante interessante do livro "Papai Noel: uma biografia". Vale dar uma olhada e entender a força que o velho Noel tem.

http://noticias.uol.com.br/tabloide/tabloideanas/2007/12/19/ult1594u1108.jhtm

Natal sem Sentido.

O canto de muitas salas deve estar enfeitado com flores vermelhas. Presépios ganham a mesa, guirlandas decoram as portas. Pinheiros são trazidos para dentro dos lares - uns reais, outros chineses - e efeitados com uma infinidade bugigangas coloridas como luzes, cones, bolas e estrelas. Na base, inúmeros presentes. E mais presentes. No seio da mesa de jantar, muitas vezes insuficiente para o momento, dezenas de quilos de comida sintetizam a gulosa fartura de um banquete. Frutas, doces, assados, grelhados, massas, vinho, cerveja, destilados, refrigente. Tudo isso parece pouco pra dizer o que é o natal. Ou ao menos o padrão natalino vigente.

É tradicionalmente no dia 24 que os membros da família aguardam, reunidos, até a chegada da meia-noite. Quando o relógio dá as badaladas, é o sinal verde para o cumprimento do “Feliz Natal”. Para os cristãos, o nascimento de Jesus se faz fidedigno nas nossas vidas. É assim que se configura a imagem de um idolatrado bebê e a idéia de que naquele dia à distância podia-se ver os pastores, as mulheres e as crianças que andavam pelas ruas sinuosas carregando presentes e esperando ver o menino Jesus na manjedoura.

O natal é comemorado por diferentes civilizações há milhares de anos. Contudo, o tempo do nascimento de Jesus perdeu sentidos. Atualmente, o natal é caracterizado numa atmosfera comercial e, muitas vezes, desprovido de significados religiosos. Passou a ser um dia para trocas de presentes, época de compras e vendas da felicidade, alegria, amizade e união. Mais importante do que presentes e mesas fartas na casa infestada de objetos decorativos, é valorizar o Natal em seu sentido puro e original. Ou seja, para o cristão, é tempo de valorizar Jesus, olhar seus ensinamentos e colocá-los em prática. Do contrário, o Natal é algo tão vazio como uma caixa sem um presente.


Que role a festa, a comilança, os papéis de presentes espalhados pela sala, a bagunça gostosa, o papai vestido de papai Noel, etc. E que verdadeiro espírito natalino jamais seja esquecido.