Que o natal é uma festa global, isso é óbvio. Contudo, a cultura de celebração dessa festa não é a mesma em todo mundo. Em cada canto do globo, determinados costumes e tradições marcam a ocasião. Certas peculiaridades culturais delineiam diferentes maneiras de se encarar o natal. Isso fica ainda mais evidente quando culturas entram em choque. Ou seja, por exemplo, quando uma pessoa passa o natal longe de seu país de origem, em conflito de tradições. É tudo muito diferente daquilo que estava acostumada a ver.
Olivier Berthoud é suíço, mas mora com a família há alguns anos em Cuba. Ele trabalha numa empresa suíça que tem uma sede na ilha. No natal, a família segue a tradição suíça de enfeitar toda a casa, montar o presépio, e pegar uma árvore local para enfeitá-la. “Usamos a palmeira que é uma árvore típica da ilha, já que por aqui não existe pinheiro. A palmeira é importante pois dá sombra e abrigo do calor”, diz Olivier. Ele afirma que os cubanos não conseguem entender os motivos pelo qual sua família valoriza tanto o natal. “É momento de união, de brincarmos juntos, de decorar a casa em conjunto. Para os cubanos isso não faz sentido. Faço questão de pegar uma árvore verdadeira para colocar dentro de casa. É símbolo da vida. Para os cubanos, isso pouco importa. Pode ser a imitação de um pinheiro, feito em plástico, que está bom”, ressalta. Contudo, os cubanos não ligam muito para o natal. Até 1998, natal em Cuba não era considerado feriado. Assim, parte da tradição acabou se perdendo para a população. “O que continua forte aqui são os rituais afro-cubanos. Um prato típico saboreado nessa época é o leitão assado”, ressalta Olivier.
Já para a brasileira Lívia Carmona, que faz mestrado em Gestão Intercultural em Limoges, na França, o natal europeu tem cores e significados diferentes do Brasil. “No Brasil é verão. Aqui é totalmente oposto. É o auge do inverno”, afirma. Ela ressalta que nos países europeus a troca de presentes é um ato simbólico bastante valorizado e carregado de significados – “Aqui troca-se poucos presentes, mas a troca tem que existir. É um símbolo de amizade, união e de incorporação de algo novo para a vida, mesmo que um objeto. Esses sentidos não existem no Brasil”. Para Lívia, o natal europeu marca o momento do renascimento, da vida nova que nasce já que, depois da data, o inverno há de cessar e a primavera e o verão chegam para colorir o cotidiano das pessoas.
Se Lívia trocou o quente natal pela neve européia, o mesmo não se pode dizer para Olivier, que lamenta o natal excessivamente quente em Cuba. “É muito estranho o natal sem neve. Simplesmente parece que não é natal!”, concluí.
Olivier Berthoud é suíço, mas mora com a família há alguns anos em Cuba. Ele trabalha numa empresa suíça que tem uma sede na ilha. No natal, a família segue a tradição suíça de enfeitar toda a casa, montar o presépio, e pegar uma árvore local para enfeitá-la. “Usamos a palmeira que é uma árvore típica da ilha, já que por aqui não existe pinheiro. A palmeira é importante pois dá sombra e abrigo do calor”, diz Olivier. Ele afirma que os cubanos não conseguem entender os motivos pelo qual sua família valoriza tanto o natal. “É momento de união, de brincarmos juntos, de decorar a casa em conjunto. Para os cubanos isso não faz sentido. Faço questão de pegar uma árvore verdadeira para colocar dentro de casa. É símbolo da vida. Para os cubanos, isso pouco importa. Pode ser a imitação de um pinheiro, feito em plástico, que está bom”, ressalta. Contudo, os cubanos não ligam muito para o natal. Até 1998, natal em Cuba não era considerado feriado. Assim, parte da tradição acabou se perdendo para a população. “O que continua forte aqui são os rituais afro-cubanos. Um prato típico saboreado nessa época é o leitão assado”, ressalta Olivier.
Já para a brasileira Lívia Carmona, que faz mestrado em Gestão Intercultural em Limoges, na França, o natal europeu tem cores e significados diferentes do Brasil. “No Brasil é verão. Aqui é totalmente oposto. É o auge do inverno”, afirma. Ela ressalta que nos países europeus a troca de presentes é um ato simbólico bastante valorizado e carregado de significados – “Aqui troca-se poucos presentes, mas a troca tem que existir. É um símbolo de amizade, união e de incorporação de algo novo para a vida, mesmo que um objeto. Esses sentidos não existem no Brasil”. Para Lívia, o natal europeu marca o momento do renascimento, da vida nova que nasce já que, depois da data, o inverno há de cessar e a primavera e o verão chegam para colorir o cotidiano das pessoas.
Se Lívia trocou o quente natal pela neve européia, o mesmo não se pode dizer para Olivier, que lamenta o natal excessivamente quente em Cuba. “É muito estranho o natal sem neve. Simplesmente parece que não é natal!”, concluí.
2 comentários:
Realmente o Natal é uma festa que se caracteriza de maneiras diferentes em cada país, assim como outras comemorações como a páscoa, mas acho que o importante e o que resta no final é o espírito reflexivo entorno desta data especial! ;)
parabéns pelo blog, está muito bom!
adorei o blog.
é bom ler coisas relacionadas ao Natal, tá muito legal!
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